Como funcionam os sensores de impressões digitais?

Óticos, capacitivos e ultrassónicos. Conhece melhor os sensores biométricos.
Escrito por António Guimarães e
2 mins de leitura
Como funcionam os sensores de impressões digitais?
Photo by Lukenn Sabellano / Unsplash
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Os sensores de impressões digitais são, discutivelmente, o método mais popular de desbloqueio nos smartphones modernos, desde o topo de gama ao equipamento mais budget friendly. Assim sendo, fica a conhecer as diferenças entre as várias categorias de sensores biométricos.

Sensores óticos

Reconhecimento através de sensor ótico é o método mais antigo de capturar e comparar impressões digitais. Como o seu nome indica, o método envolve a captura de uma imagem, uma fotografia. A mesma então é analisada por algoritmos, através das áreas mais claras e escuras da imagem, à procura de padrões e marcas.

Estes sensores têm uma capacidade de resolução, à semelhança de uma câmara. Quanto maior a resolução, melhor a capacidade de leitura.

A maior desvantagem dos sensores óticos é que são muito fáceis de enganar. Como apenas captam uma fotografia 2D, impressões digitais falsas ou mesmo fotografias conseguem enganar facilmente estes sensores.

Com a demanda de mais segurança nos smartphones, marcas começaram a incorporar sensores híbridos, com capacidades óticas e capacitivas.

Sensores capacitivos

Estes sensores ganharam popularidade devido à sua camada adicional de segurança, considerados mais seguros que os sensores óticos. Isto deve-se, como o nome indica, ao capacitor ou condensador incluído nestes sensores.

Condensador é um componente que armazena cargas elétricas num campo elétrico. Em vez de criar uma imagem tradicional de uma impressão digital, os sensores capacitivos utilizam pequenos condensadores para colecionar dados. À medida que os condensadores armazenam carga e são conectados às placas condutoras do sensor, o mesmo analisa os detalhes da impressão digital.

Após a captura, estes dados digitais são analisados e guardados para futuras comparações. Como estes sensores conseguem detetar as diferenças na superfície do dedo, é muito mais difícil enganá-los. Por exemplo, não consegues enganar um sensor capacitivo com uma simples fotografia. Só é possível fazê-lo fizeres hacking no software ou hardware.

Além de ler impressões digitais, estes sensores também podem servir outras funções como deslizar para uso como teclas de navegação ou outras formas de interação.

Sensores ultrassónicos

Finalmente, temos os leitores ultrassónicos, a tecnologia mais recente em sensores biométricos em smartphones. A Qualcomm desempenhou um papel importante no desenvolvimento desta tecnologia com o seu Sense ID. Estes sensores são utilizados debaixo do ecrã em equipamentos modernos.

Para capturar as impressões digitais, estes sensores consistem de um transmissor e recetor ultrassónicos. Um impulso ultrassónico é transmitido e atinge o dedo. Parte desse impulso é absorvido e parte é devolvido ao sensor, permitindo a leitura única da impressão digital. Ao contrário dos outros sensores, este permite criar uma imagem detalhada 3D da impressão digital, fazendo desta técnica mais segura que as anteriormente mencionadas.

A única desvantagem é que apesar do nome ultrassónico, estes sensores são mais lentos que os óticos ou capacitivos. Além disso, como estão debaixo do ecrã, películas de proteção de ecrã podem impedir o seu bom funcionamento.

Existem outros sensores debaixo do ecrã além dos ultrassónicos?

Sim, existem sensores óticos ou híbridos debaixo do ecrã. Estes são normalmente encontrados em equipamentos medianos ou de gama de entrada, pois os sensores ultrassónicos exigem componentes mais dispendiosos no fabrico de um smartphone.

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