Devo vender o meu smartphone? Como o faço?

Nem sempre é fácil tomar a decisão se devemos, ou não, vender o nosso smartphone, pelo que refletimos os prós e contras desta decisão.
Escrito por Diogo Simões e
7 mins de leitura
Devo vender o meu smartphone? Como o faço?
Photo by Marios Gkortsilas / Unsplash
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Ainda há semanas falámos de como, anualmente, os smartphones Android perdem o seu valor. Quer esta queda aconteça em equipamentos de gama de entrada, gama média ou gama alta, existe sempre um momento em que, eventualmente, pensamos em vender o nosso equipamento.

Vender, contudo, nem sempre é a solução e, quer seja por valor sentimental ou simplesmente pela necessidade e preocupação em preocuparmo-nos com o nosso lixo eletrónico, existem alguns prós e contras que se devem considerar na hora de vender, ou manter, um smartphone.

Os prós de se vender o nosso equipamento Android

OnePlus 8T
Photo by Erik Škof / Unsplash

A vantagem de se atualizar para um equipamento novo é o primeiro pro. Esta ideia costuma acontecer quando notamos problemas de performance e bateria no nosso equipamento ou, simplesmente, por o mesmo já não satisfazer as nossas necessidades de utilização nem receber atualizações. É aqui que a venda do nosso equipamento antigo se torna vantajosa: o de usarmos o valor de uma venda ou retoma para cobrir parte do que temos de dar por um novo modelo.

Por vezes as nossas escolhas acabam por ser fundamentadas por o que vemos os nossos amigos ou conhecidos fazer. São diversos os comentários em grupos de tecnologia em que, por vezes, pessoas compram modelos de topo ou com elevada capacidade de armazenamento para, depois, não a usarem ou não recorreram ao verdadeiro poder bruto do equipamento. Porquê precisar de um zoom ótico de 10x se nem usamos muito a câmara? Um downgrade pode ser um fator positivo ao percebermos que existem equipamentos mais baratos que nos satisfaçam.

Isto leva a uma questão importante: enquanto estamos nestes pensamentos, o nosso equipamento Android está a perder valor de mercado. A oferta é demasiada neste sistema operativo e nem sempre os modelos mais caros retêm o seu valor após meses/anos. Isto significa que, apesar de mantermos o nosso equipamento por um ano, este já deve ter perdido dois terços do seu valor inicial. Ou seja, se queremos valorizar o nosso dinheiro e de o usar na compra de um novo modelo, vender o nosso equipamento ao fim de um ano pode ser uma boa estratégia.

Isto parece tudo muito preto no branco, mas são diversas as condicionantes e de que, mesmo que um equipamento já não me satisfaça, não quer dizer que a outra pessoa não o fará. A venda é uma ótima forma de dar uma nova vida aos nossos equipamentos ao mesmo tempo que ganhamos algo. Isto torna-se igualmente vantajoso ao fim de algum tempo, visto que provavelmente poderemos fazer um pack que junte, não só o telemóvel, mas capas e acessórios que tenhamos comprado para ele.

Existe, contudo, um fator que não foi considerado: o de que, por vezes, queremos experimentar outra coisa. Quer seja um ecrã melhorado, novas câmaras, um novo sistema operativo, uma nova personalização Android ou uma nova marca, querer estar na "vanguarda" da tecnologia é, igualmente, uma solução válida na hora de se vender o nosso equipamento.

Os contras de vendermos o nosso equipamento

Photo by Sama Hosseini / Unsplash

É cada vez mais comum vender-se um equipamento somente "por vaidade". Isto não é, obviamente, um problema, mas se o nosso equipamento ainda nos satisfaz, mantê-lo não só fará bem à nossa carteira como, talvez, consciência a longo prazo e ao planeta. É igualmente uma mensagem poderosa que se envia às marcas e às necessidades dos consumidores, como por exemplo o querer-se um melhor serviço de pós-venda.

A venda também, e pelos fatores já descritos, irá resultar numa perda de dinheiro. Vender um equipamento ao preço que nos custou é um utopia, pelo que poderá compensar manter o nosso atual equipamento e de valorizar o nosso investimento.

Não é só uma questão ambiental ou financeira, mas manter o nosso equipamento é igualmente benéfico para o usarmos como aparelho de substituição, dispositivo exclusivo para o trabalho ou até para oferecer a um elemento familiar.

As questões de privacidade são igualmente um contra, visto que se torna fácil de recuperar ficheiros apagados com alguma paciência e perícia. Isto também se aplica na hora de vender o nosso equipamento, e no quão atento temos de estar a esquemas que envolvam MB Way, mensagens de scam de outros países ou até no cuidado quando se encontra cara a cara com um potencial comprador.

Nisto tudo, o tempo é crucial. Quer seja no tempo que demoramos a tomar uma decisão, quer até à necessidade de termos perfis em sites de vendas com fotografias e dados confiáveis, nem sempre a venda se concretiza no imediato. É até, e pelos dados que vemos no OLX, por exemplo, encontrarmos equipamentos que estão a ser vendidos há meses.

O que se deve fazer antes de vender o meu equipamento?

Lembram-se de ler que "tempo é dinheiro"? Se decidiram que querem vender o vosso equipamento Android, quer seja tablet ou smartphone, importa começar por alguns pontos.

Determinar o valor de venda e onde o iremos vender

Ao vender o equipamento, a consciência do seu valor é imperativo para um negócio não só justo, como rápido. Isto é fácil de ver e tudo começa por determinar o valor do equipamento no seu estado novo. Para isso basta recorrer, ou aos sites das retalhistas ou da marca, ou ao site KuantoKusta e que apresenta, inclusive, as variações de preço oficial que o produto teve.

Após este passo, vamos ao mais importante: o de perceber o valor pedido pelo equipamento no local onde o vamos vender em segunda mão ou em lojas de produtos recondicionados, como a Worten, Fnac ou WeBuy (CeX), assim como em sites como o OLX, custojusto ou nos Anúncios do Facebook.

Nesta altura será de extrema importância saber se vamos juntar ao nosso equipamento os acessórios que adquirimos para o mesmo e se estes terão peso no valor cobrado na proposta de venda ou se serão oferecidos.

Nesta escolha têm ainda de ter em atenção ao estado do equipamento e de que forma isso irá impactar o preço que pedem. Tem riscos? Tem marcas de quedas ou o ecrã partido ou rachado?

Backup e apagar os nossos dados

Após termos decidido o que vamos fazer e o valor a cobrar, está na altura de fazer backup e limparmos os nossos dados, ou de sabermos como o fazer.

Isto é de extrema importância na hora de garantir a nossa segurança e privacidade. Importa ainda não esquecer de apagar ou tirar o cartão microSD (se o equipamento o tiver) e de desemparelhar o nosso produto de outros equipamentos tecnológicos (como dispositivos wearable e headphones). Crucial, e antes de fazermos isto, é removermos a conta Google, por forma a que utilizadores futuros não tenham problemas.

Como podem fazer isto? Simples: para apagar os nossos dados do equipamento, basta ir a Definições - Gestão Geral - Repor. Isto, claro, é o que funciona no meu Galaxy, mas torna-se fácil em qualquer Android usar a caixa de pesquisa e, ao introduzirmos as palavras "formatar" ou "repor", termos a definição que desejamos. No que toca a remover os nossos dispositivos emparelhados do telemóvel importa ir às suas aplicações ou definições específicas e realizar o processo de formatar.

A importância das fotografias

Photo by Anh Nhat / Unsplash

Se estamos a vender o equipamento a outra pessoa iremos, provavelmente, ter de criar uma conta e anúncio numa rede dedicada ao efeito. Isto pressupõe a necessidade de tirarmos fotografias com a máxima qualidade possível e que, mais importante, façam justiça ao equipamento. Isto é: mostrar claramente qualquer dano que possa ter (como riscos ou quebras).

Descrever o que estamos a vender/oferecer

Após termos o conteúdo visual pronto, temos de trabalhar na descrição do mesmo. Não temos de perder tempo a dizer o porquê de vendermos o equipamento, mas de ressalvar as suas especificações base (se o comprador procura um determinado modelo é porque, à partida, já se informou do mesmo), se tem ou não garantia, que acessórios estão incluídos (carregador, auricular, cartão microSD ou capas) e dados relevantes, como a cor, capacidade de armazenamento, se é 5G e, por exemplo, até quando será atualizado.

Podemos escolher outras formas de venda!

Por vezes queremos vender o mais rápido possível ou não ter todo este trabalho. Aqui entram as lojas de compra de equipamento em segunda mão. Já vos referi em cima algumas, sendo que importa decidir o caminho que queremos seguir e, sobretudo, o valor dado pelo equipamento. Isto é fácil de se ver em sites como da CeX ou, no caso da Fnac, do valor para equipamentos Samsung.

As opções de retoma podem ser, igualmente, boas

A Samsung é a empresa que mais possibilita isto e, quer seja no seu site ou pela Fnac, por vezes compensa mais trocar o nosso equipamento antigo ou da marca para o novo, o que costuma resultar em perdas mais consideráveis, do que tentar vender por uma plataforma como o OLX.

Mais uma coisa...

Uma venda está longe de ser algo rápido, confiável e simples. Implica envolvência, sendo que tudo começa pela capacidade de se ser transparente, assim como de ser acessível e educado com quem nos contacta.

Importa estarmos atento aos dados que partilhamos, ter atenção ao local onde se combina a venda, e a esquemas de envio por correio e à cobrança. Neste ponto é necessário perceber se estamos, ou não, dispostos a negociar o valor que pedimos sem nos comprometermos.

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