Reconhecimento facial no telemóvel: deves utilizar?

Conhece a fundo este método de desbloqueio biométrico.
Escrito por António Guimarães e
3 mins de leitura
Reconhecimento facial no telemóvel: deves utilizar?
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Sabias que o desbloqueio por reconhecimento facial chegou Android primeiro que o desbloqueio por impressão digital? Em 2011, o Android 4.0 Ice Cream Sandwich possibilitou este método de desbloqueio. Saltando para 2022, vamos entender as diferenças entre as categorias de reconhecimento facial.

Reconhecimento facial com câmara

Como já mencionado, este método de reconhecimento facial foi o primeiro a ser utilizado em 2011. O seu funcionamento é simples: ao capturar as características faciais do utilizador, o telemóvel cria um mapa do rosto e só desbloqueia se a imagem lida pela câmara corresponder aos dados lidos.

É um sistema imperfeito, é claro, com alguns problemas. Nomeadamente, esta categoria de reconhecimento facial tem dificuldade a interpretar mudanças no aspeto, condições de luz ou acessórios faciais como óculos, joalharia e mais recentemente, máscaras.

Devido a essas imperfeições, já houve casos de sensores de reconhecimento facial a serem enganados com fotografias.

Reconhecimento facial com infravermelhos

O método com infravermelhos é um upgrade face ao reconhecimento facial apenas com câmaras. Com software adicional, é possível ter sensores mais precisos e certeiros.

A tecnologia de infravermelhos permite uma leitura facial que não requer muita luz. Além disso, os infravermelhos utilizam calor para criar uma imagem do utilizador, por energia térmica.

Temos ainda mais camadas com esta tecnologia. O Face ID da Apple, por exemplo, utiliza vários sensores para fazer um mapa 3D da face do utilizador. O Face ID utiliza uma combinação da câmara frontal, sensor de infravermelhos e ainda um iluminador para projetar pontos invisíveis.

O resultado é um mapa que não só tem 3 dimensões, mas profundidade também. Desta forma, é muito mais difícil enganar estes sensores elaborados, presentes na maioria dos equipamentos topo de gama.

Photo by Christian Wiediger / Unsplash

Infravermelhos ou câmara: qual o melhor método?

A melhor opção é o reconhecimento facial por infravermelhos, sem dúvida. Como já mencionado, os sensores permitem uma leitura muito mais detalhada da face dos utilizadores.

Atualmente, temos várias empresas a fazer utilização de sistemas de infravermelhos como a Apple, a Microsoft com o Windows Hello e vários equipamentos Android.

Inclusive, a Google não permite que o reconhecimento facial só por câmara seja utilizado para aceder a certas apps no sistema. Caso, por exemplo, tenhas ativo desbloqueio facial para aceder a aplicações, o sistema não irá permitir se o sistema de reconhecimento facial for "básico".

Então a minha privacidade?

A privacidade nos telemóveis é um assunto quente que traz sempre alguma preocupação, conforme novas tecnologias são introduzidas. O reconhecimento facial pode ser considerado intrusivo por alguns, mas ainda assim, é uma escolha do utilizador.

As empresas utilizam métodos de encriptação para guardar os dados biométricos dos utilizadores. Um método é isolar os dados biométricos no SoC (System-on-a-chip) do equipamento, ou seja, guardar os dados numa parte física do processador.

Por exemplo, a Qualcomm, inclui Secure Processing Unit (Unidade de Segurança de Processamento) nos seus processadores. Já a Apple chama ao seu sistema "Secure Enclave". Desta forma, os teus dados faciais não estão disponíveis a aplicações de terceiros, nem mesmo por hackers na maioria das situações.

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